Em Major Distribution, 50 Cent se junta a Snoop Dogg e Jeezy para abrir as portas de um gigantesco “mercado” clandestino. Tijolos de cocaína (bricks), pacotes de maconha (pounds) e sacos de dinheiro voam de costa a costa, enquanto os MCs descrevem a logística, a ambição e o perigo que envolvem essa indústria paralela. Cada verso é um relatório de vendas ilegais: quantidades aumentam, carros de luxo piscam no showroom e a violência surge como ferramenta de proteção dos lucros. O refrão, quase matemático, mostra a escalada dos números – 1, 2, 3, 4 bricks; 5, 10, 20 pounds – destacando a obsessão por crescimento e lucro rápido.
Ao mesmo tempo, a música é um jogo de poder e reputação. 50 Cent se proclama “rap tycoon”, Snoop traz a conexão Califórnia–Jamaica com seu “master kush” e Jeezy relata o cotidiano de laboratoristas do pó em cozinhas às 5 da manhã. Entre provocações a gangues rivais, ostentação de armas e promessas de vingança, o trio ilustra como o tráfico não é apenas comércio, mas também status, sobrevivência e, claro, música: um beat pesado que transforma crime em narrativa épica para as pistas.