Em "Cornerstone", o narrador não consegue largar o fantasma de um amor que já acabou. Ele vagueia por bares, esquinas e até um pub chamado Cornerstone, sempre esbarrando em mulheres que lembram vagamente a ex. Cheio de coragem tímida, ele insiste em perguntá-las se pode chamá-las pelo nome dela. A cada negativa, a frustração cresce e o mundo fica mais confuso, misturando saudade, leve embriaguez e um humor meio constrangido.
Por trás do tom quase cômico, a canção fala de como a memória pode ser insistente: cheiros, lugares e rostos desconhecidos acionam recordações tão fortes que chegam a parecer alucinações. No fim, a única pessoa que cede ao pedido é a irmã da ex, revelando o quanto esse desejo de reviver o passado pode ser estranho e até desesperado. Entre versos simples e imagens vívidas, a banda transforma a solidão em uma pequena crônica sobre recomeços que ainda não aconteceram.