Eternal Sunshine, de Ariana Grande, embarca o ouvinte em um turbilhão de memórias que a cantora gostaria de deletar como quem aperta delete em um videogame antigo. Entre acusações de mentiras dignas de roteiro de filme e a referência ao clássico Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Ari assume que ambos tentaram, falharam e agora contracenam em “cenas separadas”. O refrão traz a confissão divertida e amarga: ela foi jogada “como Atari”, enquanto o ex já ganhou outra companhia no peito. Ainda assim, resta um brilho teimoso - o “eternal sunshine” que ilumina lembranças difíceis de apagar.
A música mistura vulnerabilidade e força em versos que falam de fechar portas, respirar fundo e tentar “regravar o destino”. As batidas dançantes contrastam com a sensação de loop mental onde todo fim de relacionamento insiste em rodar: culpa, saudade, raiva e, por fim, aceitação. No espelho, Ariana se reconhece, encontra um novo amor “do seu lado” e deseja que o antigo parceiro também fique bem. O resultado é um hino pop sobre libertar-se de laços tóxicos sem perder o brilho, perfeito para cantar bem alto enquanto se lembra de cuidar primeiro de si.