THE DINER nos convida para um passeio inquietante pela mente de um fã obcecado. A letra é narrada em primeira pessoa por alguém que confunde admiração com posse: ele vigia a artista, decora seu número de telefone, invade sua casa e até deixa um “cartão de visita” para provar que esteve lá. Entre promessas românticas (“você poderia ser minha esposa”) e confissões sombrias (“se algo acontecer com ele, pode apostar que fui eu”), Billie Eilish cria um suspense digno de filme, expondo os perigos da fama e a linha tênue entre carinho e obsessão.
Ao longo da canção, percebemos a escalada dessa fixação: o narrador se mostra onipresente, acaba preso, mas não desiste – ele planeja escrever outra carta direto do mesmo diner onde tudo começou. A melodia suave contrasta com o tema perturbador, reforçando o desconforto do ouvinte. No fim, “THE DINER” serve como alerta divertido e sinistro: para alguns fãs, o limite entre realidade e fantasia pode desaparecer num piscar de olhos.