“Watch” leva Billie Eilish a transformar um término tóxico em um espetáculo cinematográfico. A cantora descreve o coração acelerado, as expectativas despedaçadas e, sobretudo, o fogo simbólico que o ex-parceiro acendeu dentro dela. Na cena central ela observa, impassível, o “carro” dele queimar, um retrato vívido de como a paixão virou cinzas. Cada verso enfatiza a decepção: ele espalhou mentiras, ofereceu carinho vazio e nunca voltou para consertar o estrago.
Mas o refrão revela a virada de poder. Ao invés de apagar as chamas do ressentimento, Billie as usa para se libertar. O fogo que antes machucava agora ilumina seu caminho de volta à autonomia. Quando ele chama, ela não corre mais; quando ele fecha os olhos, ela já não faz parte das fantasias dele. “Watch” é assim um hino de auto-afirmação, mostrando que às vezes assistir tudo arder é o passo necessário para renascer das próprias cinzas.