Imagine-se em uma estrada interminável, faróis cortando a noite e o som do motor embalando seus pensamentos. Sweetdreams acompanha esse cenário onírico em que Calum Hood mistura velocidade, solidão e o desejo por um abrigo emocional. Cada verso revela um narrador que dirige para fugir da dor, mas acaba encontrando conforto apenas nos "sonhos doces" que pede para não o abandonarem. A estrada simboliza tanto liberdade quanto vulnerabilidade: quanto mais rápido ele avança, mais frágil se sente, preso a uma "visão em túnel" que o faz temer um choque iminente.
O refrão é um mantra de esperança: "Sweet dreams, don't leave me / For the rest of my life". Nestas palavras, Calum transforma o volante em confidente e o asfalto em travesseiro, buscando um lar psicológico onde possa se sentir inteiro outra vez. A canção combina imagens vívidas de viagens noturnas com uma melodia suave, criando um contraste que destaca a luta interna do protagonista. No fim, Sweetdreams é sobre achar paz em meio ao ruído, agarrando-se a pequenos momentos de ternura que o mantêm avançando, mesmo quando a estrada parece não ter fim.