BOP é um hino de autoconfiança em que DaBaby transforma ostentação em diversão. Logo de cara, ele celebra o sucesso do álbum anterior, reafirma que ainda está “com a corda toda” e diz que precisava de uma faixa com bop — aquele balanço contagiante que faz a cabeça balançar no ritmo. Entre rimas rápidas, o rapper narra sua rotina acelerada: cruza o país em jatinhos depois dos shows, acende um baseado enquanto dirige, fecha contratos milionários e presenteia a mãe com um cheque generoso. Tudo isso serve para mostrar seu talento empresarial e musical, sempre enfatizando que a grana veio “legit-ly”, de forma legítima.
A música também brinca com estereótipos de fama. DaBaby faz piada com quem quer fotos ou mensagens particulares, elogia mulheres confiantes e até cita Megan Thee Stallion para ressaltar sua admiração por quem sabe “tocar o barco”. Por trás da fanfarronice, há um recado claro: ele venceu pelo trabalho duro, não está disposto a mudar o estilo que o fez chegar lá e quer um instrumental que combine com sua energia explosiva. BOP é, portanto, uma celebração de viver no próprio ritmo — frenético, seguro de si e sempre pronto para o próximo golpe de sorte ou de talento.