Strangelove apresenta um amor intenso, que oscila entre picos de prazer e vales de dor. O eu lírico admite seus “crimes” emocionais, confessa que cede aos próprios pecados e pergunta repetidamente se o parceiro está disposto a aceitar essa montanha-russa de sentimentos. Há um jogo de troca: ele promete dar amor “de novo e de novo”, mas quer saber se a outra pessoa consegue devolver o mesmo carinho e suportar a parte amarga desse relacionamento.
Ao mesmo tempo, a canção de Depeche Mode (banda britânica ícone do synth-pop) sugere aprendizado e transformação. Mesmo reconhecendo seus erros, o narrador diz estar “sempre disposto a aprender” quando o parceiro tem algo a ensinar. O resultado é um retrato de romance nada convencional, onde paixão, culpa, vício e redenção se misturam. No fim, ele garante: apesar das “estranhas alturas e baixos”, fará tudo “valer a pena” e colocará um sorriso no coração de quem ousar navegar nesse mar turbulento de amor.