Prepare-se para encarar o espelho partido de "Two Faced"! A banda norte-americana Linkin Park descreve aqui a frustração de lidar com alguém que apresenta duas personalidades opostas: por fora, amigável; por dentro, manipulador. O eu-lírico percebe tarde demais que foi levado “à beira do precipício”, sufocado por regras que mudam conforme a conveniência do outro e por verdades que nunca se fixam. Entre gritos, contagens regressivas e a sensação de não conseguir ouvir nem os próprios pensamentos, ele se vê preso no meio de um jogo injusto, incapaz de escolher lados porque já não existem lados a escolher.
No refrão, o aviso é claro: quando a máscara cai, já é “tarde demais” para reconciliações. A faixa é quase um desabafo catártico sobre traição e perda de confiança, embalada pelo peso característico do rock alternativo do grupo. Ao cantar e aprender este som, repare como as repetições reforçam a confusão mental e emocional do narrador, transformando a música em um convite a reconhecer — e escapar — de pessoas de “duas caras” antes que o placar zere.