“Too Much To Ask”, do irlandês Niall Horan, é quase um diário aberto de quem acabou de sair de um relacionamento e ainda está preso à esperança de um reencontro. Logo nos primeiros versos, o eu-lírico descreve a sensação de esperar por alguém que não chega, enquanto revive lembranças tão intensas que até a luz do sol parece vir do sorriso da pessoa amada. Entre a solidão do quarto e a luz que acende na garagem lá fora, ele se pergunta se é pedir demais que a outra pessoa também sinta falta, também carregue arrependimentos, também queira voltar.
A música navega entre a saudade e a teimosia do coração que se recusa a aceitar o fim. O “shadow dancing” simboliza que, pela primeira vez, ele precisa seguir adiante sozinho, mas seu coração insiste em imaginar aquela porta se abrindo para trazer conforto e respostas. No fim, a pergunta que ecoa - “Is it too much to ask?” - revela a vulnerabilidade de quem sabe que talvez seja mesmo pedir demais, mas prefere arriscar a esperança a admitir que acabou de verdade.