Um marinheiro sob um céu enluarado
Numa ilha de um navio sem tripulação
Algumas décadas de imortalidade pela frente
Uma tripulação de um homem só para uma viagem sem volta
Ilhas, ilhas por toda parte
Mantenho meu alcance com velas cheias
Minhas ondas, elas beijam cada costa que eu aporto
Penhascos íngremes zombarão da minha mão acenando
Ilhéus, aldeões, marinheiros universais
Me chamando, me guiando, monstros bem abaixo
Furacões a caminho, cata-ventos lunáticos
Amantes náufragos numa ilhota distante
Passando por borboletas, esvoaçando por um dia
Coringas, bobos da corte, Deusas, hominidae
Profundo azul delicioso abaixo
Navegarei para onde o amanhã estiver perto
Acenda um farol para que eu possa navegar
Através da tempestade, através da loucura
Acenda uma fogueira para o homem triste com a mão estendida
Acenda um farol para que eu possa navegar
Através da tempestade seguindo o quinteto
Cavalgue na onda mais alta
Para aqueles que dançam à luz do dia
Chamando você, me chamando
Para ser parte da sua história
Aqui chovendo cinzas para cobrir os mortos
Uma ilha dos destroços do passado
De você, do pôr do sol infinito
Prados de cicuta, a areia movediça mais profunda
Porto vazio junto a uma terra devastada
Espelhos, espelhos, por toda parte
Amigos, que foram por um tempo
Agora uvas de vinho azedo
Senhores de uma única mosca
Ainda assim, não lamento nenhuma ilha de solidão compartilhada
Você que brilha na mais profunda aflição
Deixe estar, aposentado, a água está boa
Chamando você, me chamando
Para ser parte da sua história