Fool’s Gold brinca com metáforas cintilantes para contar a história de alguém que se deixa levar por um amor claramente ilusório. O eu-lírico se compara a um corvo no fio e a um barco no mar, enquanto a pessoa amada surge como um “brilho” irresistível que o faz voar e o acalma. Mesmo percebendo que essa luz não é uma estrela constante, ele admite que se deixa ser usado desde o primeiro instante, enfeitiçado por um charme que é oferecido a qualquer um que passe pelo caminho.
No fundo, ele sabe que esse romance é ouro de tolo: reluz por fora, mas não tem valor real. Ainda assim, a sensação provocada pelo fascínio faz tudo valer a pena, e ele assume sem vergonha que continuará “caindo” nessa armadilha dourada. A canção mistura autocrítica e rendição, revelando como às vezes preferimos a doçura da fantasia ao peso da verdade – mesmo quando sabemos que o brilho pode desaparecer a qualquer momento.