Em “Strangers”, o britânico Passenger pinta o retrato agridoce de quem tenta afugentar a solidão nos abraços errados. A letra descreve aquela sensação de estar cercado de gente e, ainda assim, sentir-se isolado: sorrisos que não são genuínos, camas em que se acorda como visitante, braços que aquecem só na superfície. O eu lírico lembra que casa não é qualquer telhado e amor não é qualquer toque. Mesmo envolvida em lã, a personagem continua “congelando”, porque falta o calor verdadeiro de um coração que seja realmente seu.
A canção arremata com uma promessa esperançosa: há um lugar onde ela sempre será bem-vinda, um lar onde o amor é exclusivo e seguro. Passenger, com sua voz suave e confessional, convida o ouvinte a refletir sobre a diferença entre preencher um vazio momentâneo e encontrar pertencimento de verdade. Um lembrete musical de que nem sempre estamos sozinhos quando aprendemos a reconhecer onde está, de fato, o nosso lar.