Leave, de Post Malone, é um retrato cru de um relacionamento marcado por extremos. O narrador vive num pingue-pongue emocional: “Love me” ele atende, “Leave me” ele parte, fugindo até a Califórnia e jurando nunca mais voltar. Mesmo longe, cenas de festas manchadas de sangue, pensamentos suicidas e um gosto amargo de arrependimento mostram que a fuga é só geográfica; o coração continua preso.
A letra mistura devoção quase religiosa (“joguei-me na cruz e sangrei”) com a certeza de que essa mulher vai levá-lo à loucura. Ele vê as nuvens escuras chegando, sabe que deveria deixá-la em paz, mas a atração física e emocional fala mais alto. O resultado é um turbilhão de paixão, autodestruição e dependência que transforma "Leave" numa confissão intensa sobre saber que se deve partir, mas não conseguir largar quem machuca.