Imagine que a própria Música ganha voz e resolve te enviar uma carta de amor. É exatamente isso que Sia faz nesta canção: ela personifica a arte sonora como um santo calmante, um refúgio acolhedor capaz de abraçar cada dor que você carrega. Nas letras, a Música se apresenta como a melhor amiga que nunca falha, que transforma sílabas em narcisos floridos e em algo tão valioso quanto dinheiro, tudo vindo do fundo do coração para curar a alma de quem a ouve.
Enquanto os versos prometem não abandonar o ouvinte, cada nota e cada crescendo funcionam como um cobertor quente em noites frias. A canção destaca o poder terapêutico da música: ela é porto seguro, aconchego, cumplicidade. Ao final, Sia nos lembra que, dentro dessa grande sinfonia que é a vida, a Música estará sempre ali, colada ao peito do ouvinte, vibrando como arco e corda — pronta para transformar dor em beleza e solidão em companhia.