"Peter" é uma viagem nostálgica à Terra do Nunca da memória afetiva de Taylor Swift. A narradora conversa com um antigo amor que, tal como Peter Pan, prometeu crescer e voltar para buscá-la, mas nunca cumpriu. Entre lembranças de armários cheirando a cedro, juras “profundas como oceanos” e a dor de esperar uma visita que não acontece, a canção mistura doçura infantil e realismo adulto. O refrão repetitivo sublinha a decepção: sonhos de criança não sobrevivem ao calendário, e a maturidade chega a cada um em ritmos diferentes.
O resultado é um retrato agridoce sobre o choque entre fantasia e vida real. Taylor celebra o encanto da juventude, mas também reconhece que “o prazo de validade dessas fantasias expirou”. Ao pedir perdão a Peter, ela liberta-se do peso das promessas quebradas e aceita que ambos fizeram o melhor que podiam “sob a mesma lua, em galáxias diferentes”. É um convite para refletir sobre como crescemos, o que deixamos para trás e como transformamos velhas histórias em lições de perspectiva.