I Know, do britânico Tom Odell, é um retrato sensível de um amor que teima em sobreviver mesmo depois do ponto-final. Ao longo da música, o narrador revisita lembranças quase cinematográficas – luzes amareladas, noites geladas, olhos castanhos profundos – e confessa que, embora saiba que o relacionamento acabou, cada tentativa de seguir em frente faz com que ele caia de novo na antiga paixão. A melodia melancólica, combinada com a repetição do verso "I know", reforça o conflito entre razão e sentimento.
Por trás das imagens poéticas, há um dilema universal: como romper de vez com alguém que ainda faz o coração disparar? O eu lírico enumera pequenos gestos e imperfeições da pessoa amada, revelando que são justamente esses detalhes que o mantêm preso. A canção mistura nostalgia, vulnerabilidade e esperança, convidando o ouvinte a reconhecer seus próprios ciclos de “terminar e voltar”. É um lembrete de que o amor nem sempre obedece à lógica, e que, às vezes, aceitar a queda é parte do processo de cura.