Taciturno descreve algo ou alguém silencioso, triste e mergulhado em pensamentos. É uma palavra poética e menos comum, muito parecida com o português “taciturno”, mas com um tom especialmente melancólico.
Na canção, Juanes fala da “lembrança taciturna da tua voz”, evocando uma memória silenciosa e triste da pessoa amada durante a distância. A palavra transforma a lembrança da voz em uma imagem profunda de saudade.
Em “Fotografía”, Juanes, artista colombiano, e Nelly Furtado cantam sobre amar alguém que está longe e só pode ser alcançado pelas lembranças. O narrador leva as fotos “a un lado de mi piel” [junto ao corpo, como algo sempre próximo] e recorre a elas quando a saudade “me devora entero el corazón” [devora completamente o meu coração]. A imagem é simples e forte: ele olha para as fotografias e consegue ver a pessoa nas estrelas, especialmente “tus ojos” [os seus olhos]. A foto vira uma companhia quando a presença real não está disponível.
O refrão é direto, quase uma reclamação: “Cada vez que te busco, te vas” [toda vez que te procuro, você vai embora] e “cada vez que te llamo, no estás” [toda vez que ligo para você, você não está]. Por isso, ele admite que a pessoa existe, para ele, “sólo en mis fotos” [somente nas minhas fotos]. Entre os dois há “un abismo desnudo” [um abismo nu, uma distância enorme e sem nada para atravessar], mas a voz dela ainda aparece na memória. É uma canção romântica e um pouco teimosa: mesmo sofrendo com a ausência, ele repete que não tem outro remédio além de amar.