Hors d'oeuvre é uma expressão de origem francesa usada em inglês para se referir a um pequeno aperitivo ou entrada servida antes da refeição. Na música, o narrador pega um aperitivo antes de ir ao bar, e a expressão se destaca por ser incomum, sofisticada e útil para ampliar o vocabulário.
Em “Different Kind Of Beautiful”, Alec Benjamin descreve uma atração tão forte que vira quase pânico. A pessoa não é apenas bonita para o narrador: é “a different kind of beautiful” [um tipo diferente de beleza], capaz de fazê-lo virar as costas e fingir que não está ali. Ao vê-la em um bar, ele perde o rumo: sua mente fica “out of order” [fora de ordem], o coração fica “on my sleeve” [à mostra, sem conseguir esconder o que sente] e ele começa a tropeçar nas próprias palavras. A graça está justamente nesse contraste: ele esperava encontrar essa pessoa, mas, quando isso acontece, fica completamente sem saber como agir.
O encontro também aparece no corpo: os joelhos ficam fracos, a fala sai enrolada, as mãos pesam e a visão fica turva. Quando tenta falar, não encontra as palavras, e a outra pessoa acaba indo embora. A repetição de “the kind that takes my breath away” [o tipo que tira meu fôlego] transforma a beleza em uma reação física, enquanto “Maybe I’m delusional” [talvez eu esteja imaginando coisas] mostra a dúvida dele sobre a própria percepção. No fim, “I’m helpless” [estou indefeso] é uma conclusão simples e honesta: perto dessa pessoa, toda a confiança desaparece.