Pompous descreve alguém que se comporta de maneira excessivamente importante, superior ou pretensiosa. Na música, os “pompous fools” são pessoas arrogantes que seguem regras hipócritas e fingem se importar com os outros, tornando a palavra especialmente expressiva e memorável.
Em “Hipocrite”, Alec Benjamin critica quem diz uma coisa e vive de outra. A frase “It’s hip to be a hypocrite” [está na moda ser hipócrita] é irônica: o narrador observa que fingir bons valores parece ser uma forma de vencer. “All talk, no walk” [só conversa, nenhuma atitude] resume o alvo da música: pessoas que fazem discursos, mas não colocam suas ideias em prática. Até alguém pode “be a winner with no skin in the game” [ser vencedor sem se arriscar nem se envolver de verdade], ou “be a sinner long as you say you’ve changed” [ser pecador, desde que diga que mudou]. A crítica é direta, e um pouco debochada.
As imagens ficam ainda mais afiadas no refrão. Os “pompous fools” [tolos arrogantes] ficam “with their noses in the air” [com o nariz empinado], fingindo que se importam, enquanto seguem “broken rules” [regras quebradas]. A expressão “throw rocks” [jogar pedras] aparece ao lado da ideia de morar em uma “mansion... made out of glass” [mansão feita de vidro], uma referência à hipocrisia de criticar os outros quando qualquer ataque pode voltar para você. Ter estudado em “fancy schools” [escolas sofisticadas] não adiantou muito para essas pessoas, porque, segundo a música, elas aprenderam apenas a falar. No meio desse jogo de aparência, o narrador repete: “I’m prayin’ we don’t play it for long” [estou rezando para que não joguemos isso por muito tempo].