Marchitó significa “murchou” ou “perdeu o viço”, geralmente usado para flores e plantas. Na canção, a frase “La flor se marchitó en los días grises” compara o amor que terminou a uma flor que murchou durante dias tristes, criando uma imagem poética e marcante.
Em “Eclipse”, KAROL G canta uma noite de solidão, tequila e lembranças de um amor que terminou mal. Ela repassa “to' los besos, caricias y abrazos” [todos os beijos, carinhos e abraços] e admite que esquecer é difícil. Ao mesmo tempo, decide andar no próprio ritmo e proteger o coração de outro “te quiero” falso [“eu te amo” falso]. A expressão “brindar por un amor que me dejó en pedazos” [brindar por um amor que me deixou em pedaços] é amarga e quase irônica: ela levanta o copo para uma relação que a machucou.
A Lua vira sua confidente. KAROL G pergunta por que o amor dói, por que a Lua se esconde do Sol e se também sofreu por amá-lo. A imagem mais bonita vem quando ela diz: “La flor se marchitó en los días grises, pero quedan las raíces” [a flor murchou nos dias cinzentos, mas as raízes permanecem]. O relacionamento acabou, mas algo dela ainda está vivo. Depois, ela compara a separação da Lua e do Sol a um eclipse: se eles ficam afastados, por que às vezes ainda se encontram? É uma forma delicada de falar sobre duas pessoas que se perderam, mas continuam ligadas. No fim, “Cuídame” [cuida de mim] soa como um pedido à Lua e também como uma promessa: desta vez, ela não vai aceitar esse amor de volta.